sábado, 2 de julho de 2011
Ramadhan- conceitos
afirmação da liberdade do homem em relação a seu 'eu' e a seus
desejos, e ao mesmo tempo a lembrança da presença dentro de nós
daquele que tem fome, como de um outro eu para o qual tenho de
contribuir a fim de retirá-lo da miséria e da morte." (Roger Garaudy,
Apelo aos Vivos)
Em geral todas as prescrições do Islam não visam um único ou alguns
poucos aspectos, mas interpenetram os muitos sentidos da existência
humana. A divisão das coisas em compartimentos - isto aqui é
espiritual, isto é religioso, isto é filosófico, isto é social e
assim por diante - é uma forma humana de ver as coisas, efeito de
nossa capacidade limitada de compreender o mundo.
Um ótimo exemplo de como o Islam - não obrigatoriamente os
muçulmanos - enxerga o mundo é o Ramadhan. Cumprir o jejum é muito
mais do que simplesmente seguir determinadas regras religiosas,
algumas podem ser entendidas, outras talvez não porque seus
significados podem ser infinitos.
Um destes aspectos diz respeito à principal luta do ser humano em
geral e do muçulmano em particular, que não é a luta contra
os "infiéis" ou os inimigos, mas a luta contra si mesmo, contra sue
ego, contra suas fragilidades, a Grande Jihad a qual se referia o
profeta (A paz e as bênçãos de Deus estejam com ele). Como observa
Garaudy, o jejum do Ramadhan é sobretudo uma vitória do homem sobre
si mesmo, sobre seus apetites e desejos. Sócrates recomendava a mesma
moderação e controle aos seus discípulos porque sabia que um dos
pilares da verdadeira felicidade estava em não ser presa dos próprios
desejos.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Não há Deus senão o Homem
Agora, Ele é o Pai que cria, a Palavra que transmite e o Espírito que recebe, como também o Espírito que procede do Pai é a Essência que descreveu o Pai ao Filho; e este Mistério está oculto em muitos nomes sagrados que têm sido revelados.
Não há parte do homem que não seja Deus; e não há parte de Deus que não tenha sua contraparte no homem. Deus nunca será conhecido pelo homem; pois tudo que o homem conhece somente é a sua criação, como verdadeiramente somos criação Dele. Conhecemos Deus quando tornamo-nos Ele.
domingo, 18 de maio de 2008
O Grande Trabalho
As adversidades são enviadas ao homem para humilhá-lo e consumir seu orgulho, assim como o fogo consome todas as substâncias grosseiras que envolvem os princípios do corpo. São elas que, despojando nossa alma dos envoltórios grosseiros e corrompidos que a infectam, põem-na em condição de se elevar para à sua fonte; assim como os princípios dos corpos purificados libertos pelo fogo se reúnem ao seu foco gerador.
É um grande trabalho o procurarmos nos conhecer tais como somos, mas é preciso depois trabalharmos para nos conhecer tais como gostaríamos de ser. Estas duas ciências estão ligadas e devem nos ocupar continuamente. Uma terceira se segue a essas duas e é sem duvida a mais difícil de todas; trata-se de que, após termos aprendido a conhecer o que deveríamos ser, é preciso trabalharmos sem descanso para assim nos tornarmos”
(Louis Claude de Saint-Martin)

