quinta-feira, 7 de julho de 2011
O LOBO EXPLORA A DISPUTA ENTRE DOIS CARNEIROS
domingo, 3 de julho de 2011
Ramadhan - dimensão social
entender a miséria e a fome senão através de sentir a fome em seu
próprio corpo? Talvez parece uma solidariedade inútil, como a de um
sábio que certa vez deitou ao relento porque, não tendo nada mais a
dar aos desabrigados, resolveu compartilhar com eles o sofrimento,
mas não é.
sofrimento daqueles que jejuam compulsoriamente, ainda mais em um
momento de tanto sofrimento como este é uma compreensão que é
necessária sem nenhuma dúvida
sábado, 2 de julho de 2011
Ramadhan- conceitos
afirmação da liberdade do homem em relação a seu 'eu' e a seus
desejos, e ao mesmo tempo a lembrança da presença dentro de nós
daquele que tem fome, como de um outro eu para o qual tenho de
contribuir a fim de retirá-lo da miséria e da morte." (Roger Garaudy,
Apelo aos Vivos)
Em geral todas as prescrições do Islam não visam um único ou alguns
poucos aspectos, mas interpenetram os muitos sentidos da existência
humana. A divisão das coisas em compartimentos - isto aqui é
espiritual, isto é religioso, isto é filosófico, isto é social e
assim por diante - é uma forma humana de ver as coisas, efeito de
nossa capacidade limitada de compreender o mundo.
Um ótimo exemplo de como o Islam - não obrigatoriamente os
muçulmanos - enxerga o mundo é o Ramadhan. Cumprir o jejum é muito
mais do que simplesmente seguir determinadas regras religiosas,
algumas podem ser entendidas, outras talvez não porque seus
significados podem ser infinitos.
Um destes aspectos diz respeito à principal luta do ser humano em
geral e do muçulmano em particular, que não é a luta contra
os "infiéis" ou os inimigos, mas a luta contra si mesmo, contra sue
ego, contra suas fragilidades, a Grande Jihad a qual se referia o
profeta (A paz e as bênçãos de Deus estejam com ele). Como observa
Garaudy, o jejum do Ramadhan é sobretudo uma vitória do homem sobre
si mesmo, sobre seus apetites e desejos. Sócrates recomendava a mesma
moderação e controle aos seus discípulos porque sabia que um dos
pilares da verdadeira felicidade estava em não ser presa dos próprios
desejos.
sábado, 7 de maio de 2011
O significado de Sufi
Tradição Árabe de Origem Desconhecida ─ Porém, os Sufis conseguem ser mais misteriosos que a metafísica Fraternidade Branca, com a qual, dizem, os sufis também mantém ligações. Como mencionado acima, os Sufis são quase sempre associados ao Islã mas isso decorre do fato de que o encontro da mística árabe mais antiga com a nova religião do pseudo-profeta Maomé ou Muhammad [570-632 d.C] exigiu dos Adeptos o supra-sumo da sabedoria diplomática para manter suas tradições debaixo dos olhos repressivos do fanatismo muçulmano.
Embora a maioria das fontes insistam em datar o Sufismo como contemporâneo ao Islã, a tradição registrada pelos estudiosos sempre negou esta relação. O Sufismo jamais foi uma corrente mística do Islã e tanto é assim que os adeptos do sufismo foram, inúmeras vezes e em diferentes países perseguidos [e não raro, presos, castigados ou mortos] pelas autoridades islâmicas. Sobre a sabedoria dos Sufis, Keep escreve:
A coletânea de contos árabes chamada As Mil e Uma Noites escondem por trás de sua aparência ingênua uma sabedoria milenar. Esta sabedoria é conhecida pelo nome de sufismo, tradição de origem árabe desconhecida, mas que reconhece em Hermes Trimegisto e Zoroastro alguns de seus primeiros mestres. O sufismo não é uma religião, mas é o conhecimento existente em todas as religiões. Por isso, seus praticantes, os Sufis, aceitam ler os textos sagrados de qualquer religião do passado que considerem verdadeira. Os Sufis constituem um grupo de estudiosos, que não têm ritual ou dogma, cuja tradição remonta a uma época bem anterior à de Cristo. [KEEP]
Voltando ao mestre Idres Shah, ainda em Os Sufis, chama a atenção para a influência do pensamento e das técnicas sufistas, pouco notadas, no desenvolvimento da civilização Ocidental ao longo dos séculos através de pensadores como Roger Bacon [1204-1294 ─ inglês, frade franciscano] e ocultistas, como Raimundo Lullo [Raymond Lully ─ 1232-1315 ─ espanhol da ilha de Maiorca], São João da Cruz [1542-1591 ─ frade carmelita, místico espanhol].
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Allah e Hadits


