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domingo, 26 de junho de 2011

Charuto e Estados Alterados de Consciência

O CHARUTO

As observações atualmente realizadas dentro de uma cultura indígena que pratica o xamanismo baseado no tabaco como um dos veículos da experiência estática, visionária e adivinhatória - e também como uma arma
mágica e meio terapêutico - nos fazem ver que o mito e o ritual recobrem uma realidade que se grava em todas as células do corpo do experimentador e que a grande abertura do espírito é acompanhada da aquisição progressiva de
faculdades "paranormais", ou poderes mágicos. Tomemos como exemplos os índios Warao do delta do Orenoco, na Venezuela, que fumam charutos de 50 a 75 cm de comprimento. O invólucro, feito de epiderme do caule da palmeira manacá contém, firmemente enrolados, várias folhas de tabaco preto aspergidas da resina perfumada do cucuray ou árvore shiburu. Não é raro misturar-se grãos de incenso ao tabaco.
No Brasil, nas sessões umbandísticas utilizam-se charutos como propriciador de estados adivinhatórios. Como acontece quando do consumo ritual de outras
substâncias de efeito psicoativo, o êxtase xamânico é a resultante, por um lado, da ação conjugada da ascese e da planta e, por outro, da programação cultural comunicada pelo ensinamento tradicional. A iniciação representa a
finalização de uma profunda relação de mestre para discípulo. Ao fim de uma longa instrução por um xamã experimentado, o neófito empreende o jejum decisivo: canta os cantos, que seu mestre lhe ensinou e, chegado o momento, fuma o charuto que este lhe estende - os próximos, ele próprio os enrolará.

Então, em estado de êxtase, o neófito aprende a subir ao zênite e, de lá, a caminhar ao longo de uma das rotas do arco-íres que conduzem à extremidade do cosmos (um dos pontos cardeais). Depois, num dos maciços de montanhas
mágicas, que sustentam, como quatro pilares, a abóboda celeste, reencontra seu espírito aliado - e a casa de fumaça preparada para ele, por toda a eternidade... Daí por diante, sua vida será dupla: neste mundo, e do "outro lado" da realidade, sobre uma vertente visionária que não é menos real que esta, e representa, ao mesmo tempo, a essência do espírito do seu povo e uma fonte inesgotável de energia mágica pessoal.

Tabaco estados alterados de consciência

O Tabaco é uma planta da família das solanáceas, de caule reto e folhas largas. O seu princípio ativo é um alcalóide, C-10, H-14, N-2 , a nicotina.
Existem mais de dez espécies de tabaco. A Nicotiana Rustica era a mais difundida ao Novo Mundo na época da Conquista. Em todos os continentes, os índios consideram o Tabaco como uma das mais importantes entre as plantas
mágicas e medicinais. Planta Sagrada, cujo uso também é ritual. "O ato de fumar lembra ao homem sua origem e celebra a unidade do cosmo harmonizando a Terra e o Céu." Em certas condições, aquele que fuma pode atingir estados de "realidade não ordinária", e uma ampliação do campo de sua consciência.

O Tabaco pode ser mascado, aspirado pelo nariz ou bebido em cocção. É consumido puro ou em associação com outras plantas; fumado em charutos e em cachimbo. Nos rituais indígenas, é bastante usado, puro ou em associação com outras plantas fumado em cachimbos bem grandes. Inútil discorrer sobre os malefícios que seu uso traz à humanidade... todos já sabemos isso atualmente. O cachimbo simboliza a harmonia do universo, é um instrumento ritual que permite a pessoa comunicar-se com as forças sobrenaturais, com os espíritos e com todos os seres do céu e da terra.

O Profeta Sioux Alce Negro, deu as chaves da magia ritual do cachimbo sagrado entre os índios da planície; as quatro fitas que pendem do tubo do cachimbo representam as quatro direções do universo. Enquanto a pena de águia representa a unidade do conjunto e o zênite, rumo ao qual o espírito dos homens deve ascender, como a fumaça azul sobe ao céu, ou como a águia ganha as alturas.

O ato de fumar o cachimbo permite uma comunicação privilegiada com o céu e a terra, e todos os seres vivos, seus filhos, "tenham eles pés ou raízes". Ele instaura um elo sagrado entre os que o realizam em comum.

domingo, 28 de setembro de 2008

Plantas Alucionógenas, Castaneda e ....sei lá

PERGUNTA: Que plantas utilizastes?

RESPOSTA: Todas que pude obter pelo correio e mais algumas. Estudei todos os manuais de etnobotânica disponíveis e conversei com especialistas. Não acho apropriado citar o nome das plantas. Usei sintéticos como o LSD também.

PERGUNTA: Carlos Castañeda diz que as drogas lidam com a "primeira atenção" que é nossa curiosidade mais básica, se ele não tivesse despertado para a primeira atenção, jamais teria se interessado em desenvolver a segunda e a terceira. As drogas não ajudariam de alguma forma nesse sentido?

RESPOSTA: Quando falamos em "níveis de atenção" isso por si só já caracteriza materialismo espiritual. Carlos Castañeda pode falar muitas coisas interessantes, mas temos que despi-lo de fascinação e ver o que ele produz nas pessoas. Ele próprio talvez tenha se beneficiado de seu relacionamento com Don Juan, de qualquer forma é uma coisa que só ele pode saber. Mas mesmo que ele tenha se beneficiado, pode ser que seus leitores em geral não encontrem esse benefício. Ele pode até ter valor e pode fazer sentido, mas certamente que esse sentido e valor não são absolutos, e o fato de nos identificarmos ou buscarmos nos relacionar com o caminho dele já indica uma tendência particular da nossa parte. Devemos observar essa tendência ao invés de acreditar cegamente que o caminho dele produz bons frutos.

Porque preferimos ele ao Osho ou o Papa João Paulo II? Isso é algo importante de analisar. Se desconfiamos do Papa ou do Osho, devemos desconfiar do Castañeda também. E a confiança só surge na medida do benefício, ou seja, observamos o que eles dizem, continuamos praticando o que é bom, e abandonamos o que não parece tão interessante. É também importante perceber que realmente há mestres equivocados e pessoas confusas que se passam por sábias — as vezes as pessoas não consideram este fato simples. Pode ser que o Castañeda seja um mestre legítimo e benéfico, eu lhe daria no mínimo o benefício da dúvida. Particularmente li todos os seus livros, por um curto tempo me encantei, depois me desiludi. Ao que parece, conhecer alguém como Don Juan poderia ser muito interessante, mas ler sobre isso e tentar praticar por conta, pessoalmente não me foi muito produtivo. Talvez para outras pessoas seja de maior benefício. É uma possibilidade.

Por outro lado, facilmente vejo tudo como uma fraude.

Enfim, as drogas podem em alguns casos ajudar, da mesma forma que perder um filho num acidente de trânsito ou tomar um café no bar da esquina, podem, sob certas circunstâncias, ajudar. Não é o fenômeno que determina o benefício, mas sim a liberdade. Se há liberdade, comer uma azeitona é benéfico, se não há liberdade, comer a mesmíssima azeitona não é benéfico — pode ser trágico. Pessoas que estão com doenças terminais e um prazo determinado para morrer geralmente desenvolvem rapidamente uma espiritualidade, ou caem em extrema confusão e depressão. Da mesma forma com as drogas. Porém ninguém provocaria um câncer para aprender espiritualidade, mas eventualmente para algumas pessoas, por razões as mais estranhas, acaba parecendo interessante ingerir certas plantas que provocam caos no processo cerebral para atingir o mesmo fim. É a mesma situação em ambos os casos.

Eduardo Pinheiro

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sexo Feitiçeiro

Embora os livros de Castaneda até incentivem o celibato, existem registros de assuntos sexuais nas palestras de Carlos Castaneda.

Perguntaram o motivo desta informação importante não estar nos livros, a resposta era "que se admitissemos fazer sexo, com certeza as pessoas so falariam disto".

domingo, 14 de setembro de 2008

Tensegridade, Morte e Castaneda

A leitura dos livros de Castaneda sempre foram para mim, um misto de ficção e desejo. Alguns anos atrás vi uma nota da revista Planeta sobre a morte do mesmo.

Tomei outros rumos no caminho da busca espiritual, apesar de sonhar com os fantástico ensinamentos de D. Juan Matus. Então tive nas mãoe so livro de Vícto Sanches aonde mostrava os ensinamentos e aplicações práticas das técnicas xamanicas do mundo dos guerrereios. A diferença entre os milhares de leitores de Castaneda , julgando sua obra, esta em questionar ou vivenciar a mesma.

Esta questão continua, pois o Nagual morreu como uma pessoa comum, quase cego devido ao glaucoma, provocado pela diabetes, e com o Grande C, como ele designava o cancêr. Ele teve cancêr de fígado.

Carlos Castaneda atribuia a causa raiz do cancêr à tensão e Tensegridade poderia trazer um equilibrio energético e nos liberar de todo o mal.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Origem Etmologica da Tensegridade

Os passos da Tensegridade podem parecer uma arte marcial interna, mas são segundo Castaneda passos mágicos. Foram transmitidos de Nagual para Nagual em sonhos mágicos.

O termos TENSEGRIDADE foi na verdade cunhado por Buckminster Fuller, tensegridade ou integridade tensional é uma propriedade presente em objectos cujos componentes usam a tracção e a compressão de forma combinada, de forma a proporcionar-lhes estabilidade e resistência.

Os animais, bem como outras estruturas biológicas, devem muita da sua resistência à tracção e compressão das partes que os constituem. Músculos e ossos trabalham simultaneamente com o intuito de se fortalecer mutuamente. Este género de resistência, que se reconhece agora a nível das células, aparece igualmente como uma nova forma de explicação das estruturas biológicas.

Houve uma briga legal entre Castaneda e Fuller sobre esta apropriação do nome. A questão não foi resolvida devido a morte de Fuller