terça-feira, 23 de setembro de 2008
Sexo Feitiçeiro
Perguntaram o motivo desta informação importante não estar nos livros, a resposta era "que se admitissemos fazer sexo, com certeza as pessoas so falariam disto".
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Jodorowsky, Magick e Sexo - parte II
Ao ler Deus Oculto, de Keneth Grant podemos clarear melhor este entendimento:
Como Spare demonstrou, o verdadeiro Sabbath das Bruxas possuía como objetivo (e ainda
possui) a “reificação do sonho inerente”, que é outra maneira de se dizer que se tornar consciente ou realizar o sonho deve ser uma capacidade idêntica à experiência de vigília. Na terminologia de Crowley o “sonho inerente” é a Verdadeira Vontade, que é o objetivo do magista para encarnar.
O Sabbath de superstição popular é uma caricatura grotesca, quando ele não é uma paródia
deliberada do rito secreto que visava despertar a Mulher Serpente pelo uso positivo da Corrente Sexual.
O coven dos treze representa o verdadeiro cakra ou Círculo Kaula. Treze é um número lunar par excellence, o número da fêmea e suas manifestações periódicas. Isso porque o número treze foi considerado amaldiçoado pelos aderentes dos cultos solares.
Mas existe outra implicação qabalística no sentido de que 13 é 31 ao inverso, e 31 é o número do AL (Horus), de LA (Nuit) e de ShT (Seth), a soma destes três 31s constitui a Corrente 93 representada por Shaitan-Aiwaz cuja a fórmula é amor17 sob vontade.
N’O Livro da Lei uma alusão direta é feita a esta fórmula de reversão: “Está um Deus a viver em um cão?
Não! mas os altíssimos são nossos.”i
Nos primeiros Sabbaths um “deus” aparecia na forma de um grande cão; ou seja, o Grão-Mestre ou Chefe-Celebrante assumia a forma divina do típico cão do fogo estelar que era identificado no antigo Egito com Sothis e com o calor feroz dos dias de cão.
Podemos também ver o processo de reversão, o uso do feio, da besta, ao lermos A. O. Spare:
Austin Spare, um genuíno expoente destes Mistérios, diz a respeito do verdadeiro Sabbath:
A Bruxa usualmente engajada é velha, grotesca, mundana e libidinosamente inclinada, e é tão sexualmente atraente quanto um cadáver: contudo ela se torna um veículo de total consumação. Isso é necessário para a transformação da cultura estética pessoal, que é a partir daí destruída. A perversão é utilizada meramente para superar o preconceito moral ou a conformidade. Pela persistência, a mente e o desejo se tornam amorais, focalizados e tornados inteiramente receptivos, assim a força de vida do Id está livre de inibições anteriores ao controle final.
Spare similarmente acreditava que a “cultura estética pessoal como o valor tem destruído uma
afinidade mais carinhosa do que qualquer outra cnreça, mas aquele que transmita o feito tradicionalmente em outro valor etético tem novos prazeres além do medo".
domingo, 13 de julho de 2008
Jodorowsky, Magick e Sexo
Dentro das experiências oníricas descritas por Alejandro Jororwsky,uma em
particular me chamou a atenção em função de algumas particularidades,
que se coadunam com conceitos de Austin Osman Spare de se copular com os opostos; e
de e Crowley, quando se descreve união sexual no nível astral.
“Na tarde que precedeu o sonho, eu estava em um café com um exilado chileno, ao
qual eu perguntei sobre o folclore mapuche. Ele me contou, que segundo a lenda,
bruxos do Chile roubavam ciranças e as mutilavam para que, convertidos em monstros,
lhe servissem de ajudantes com o nome de IMBUNCHES.
“... um anão, cego, nu, com os pés no chão, boca em bico de pássaro, punhos como se
fossem braços, o torso arqueado e as pernas arqueadas: uma espécie de feto grande,
tão inquietante como horrível. Eu disse a mim mesmo: É um deus com o qual eu tenho
que entrar em comunicação. Se agora eu estou sonhando, então eu posso controlar meu
sonho. Decido trabalhar sobre o monstro, a fim de transformar numa divindade
positiva. E consigo. O Imbuche aquiriu estatura, feições regulares e se converte em
um ser divino, indescritível, como uma estátua viva.
Saltou de entre as camas, de frente para mim, no centro da habitação, com a boca
aberta, me encarando. Sei que devo ser inseminado por este deus. Busco dentro mim a
minha feminilidade, e por tanto, levanto as pernas. Um tubo transparente, de uns
quarenta centímetros, sai entra as pernas do deus. Decido me render sem resistência
para que ele me introduza o tubo no períneo ( entre o ânus e pênis) que é o chacra
básico Muladhara. Não tenho vagina, e não pretendo experimentar uma penetração
anal. O deus se envolve entre minhas pernas abertas e começa a introduzir-se. O seu
órgão sobe pela coluna cerebral e sinto entrar no meu cérebro. Minha consciência
estala."
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Tantra, Muito Sexo e Demönios - parte IV
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Tranta, Muito Sexo e Demônios - Parte III
“Só falta mais uma semana e acho que descobri por que eu não dou o primeiro passo no sexo com mais freqüência: isso tem funcionado como uma espécie de moeda de troca entre S. e eu. Quando ele compra alguma coisa para o jantar (sem que eu peça) ou toma a iniciativa de consertar o vazamento da banheira, eu o recompenso com meus chamegos. Quando ele fica mal-humorado só porque alguma comida estragou na geladeira (uma implicância dele) ou quando diz que eu só consigo agir quando crio um estado de emergência (algo que o irrita profundamente), eu o castigo negando meus favores sexuais. O sexo acaba virando um padrão de medida para saber como estamos nos entendendo.
No entanto, desde o início do nosso experimento, nossa vida romântica deixou de ser tão co-dependente da doméstica. Comecei a pensar em um mundo noturno secreto, afastado das nossas preocupações mesquinhas e mundanas, onde nossos eus mais profundos podem se conectar. Claro que eu não consigo eliminar de vez a mágoa de receber uma crítica ou a irritação quando ele se esquece de comprar café, mas agora existe outra narrativa mais atraente para desviar a minha atenção: aquela que estamos escrevendo juntos na cama.
Pela primeira vez na história dos meus relacionamentos, estou fazendo o que os autores de auto-ajuda aconselham para agitar a vida sexual. S. e eu estamos brincando de assumir personagens. Uma vez, S. começou a falar com o mesmo sotaque latino do funcionário de uma empresa de mudança que contratamos, e o ritmo cantado da fala nos causou uma excitação inexplicável. Como a mistura de machismo e de paternalismo desse personagem traz uma noção de ‘você vai sentir prazer, mocinha, quer queira, quer não’, esse sotaque se transformou em um atalho para o tesão. Esses papéis não são necessariamente novos para nós. O diferente é fazer com que esses desejos se tornem explícitos de maneira consciente.”
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Tantra, Muito Sexo e Demönios - Parte II
“O dia de hoje marca o ponto intermediário. Depois do nosso breve hiato, estamos nos divertindo mais com a experiência, principalmente depois que mudamos algumas regras. Em primeiro lugar, quando terminamos a sessão uma noite, tomei meu prazer nas próprias mãos (literalmente!), e isso nos tirou daquele impasse. Em segundo lugar, o sexo diário deixou de ser um decreto e virou uma meta. Eu diria que estamos atendendo a cerca de 70% da exigência e nunca deixamos passar mais de dois dias sem transar. O negócio é que estamos indo para a cama, independentemente de estar ou não com vontade.
Paradoxalmente, como nossos encontros agendados eliminaram o desejo como pré-requisito para o sexo, eu me pego sentindo mais vontade. Não vivo mais medindo meu próprio pulso erótico, perguntando a mim mesma se estou a fim ou não. Esse debate interno normalmente acabava com a conclusão de que o sexo dá muito trabalho – requer esforço e faz a maior bagunça – para valer a pena. Agora que o sexo é ponto pacífico, minha concentração se liberou para ansiar pelo encontro amoroso. Andei notando que estou me divertindo mais e me sinto mais sensual quando coloco uma lingerie bacana ou depilo as pernas, e isso me levou a prestar mais atenção nos cuidados com o meu corpo. Estou até arrumando tempo para fazer umas comidinhas caseiras para S. – mais uma fonte de alegria para ele. Outro ponto positivo: como a perspectiva de transar com uma pessoa que você não suporta não é exatamente animadora, fiquei muito mais eficiente em mudar o rumo da conversa antes que uma pequena briguinha se transforme num arranca-rabo. Sem que eu nem perceba, S. já está me dizendo como meus olhos ficam bonitos à luz de velas e nós tropeçamos escada acima, agarrados um no outro.
Estou tentando entender por que eu não faço esse tipo de coisa sempre, já que S. previu que nós acabaríamos nos dando melhor. E a única resposta que consigo imaginar é que não estou disposta a abrir mão do meu controle sobre o relacionamento.”
terça-feira, 13 de maio de 2008
Tranta, Muito Sexo e Demônios - Parte I
Mas os médicos, estes sempre tem algo importante, que lhe dão o direito de atrasar.
Mas esta história é para jusitificar a leitura da Elle este mês, aonde tem uma reportagem
Um Mês Inteiro de Sexo, de Zoe Nelson.
“Hoje é o primeiro dia do resto da nossa vida sexual. Foi isso o que eu disse ao meu namorado, S., quando apresentei o plano: transar todos os dias do mês seguinte. Nem preciso dizer que ele adorou a idéia. Até previu que a gente passaria a se entender muito melhor. Bom, claro, pelo menos não vai ter mais briga por causa da freqüência com que vamos para a cama. Ultimamente, mal estamos cumprindo a agenda estabelecida – duas vezes por semana – e, o pior, S. nem tem reclamado. Isso me deixou assustada. Eu morria de medo de a gente virar um desses casais que passam tanto tempo sem transar que acabam se esquecendo completamente de como seduzir o outro – e até do motivo para fazer isso. "
Apesar da abordagem leve do assunto, Zoe descreve um resumo semana a semana.
Então me lembrei de Rajneesh e as histórias do Asharam de José Roberto:
"Praticavamos muito tantra...Passávamos, um grupo de dez pessoas, uma semana trancados num quarto, transando.
Esta técnica funciona porque todos os demônios da pessoa emergem"
Na primeira seman de Zoe ela descreve no final:
"Contrariando as minhas expectativas, quando mais nós praticamos, mais pressão eu sinto para ter um orgasmo e, quanto mais pressão eu sinto, mais difícil fica. Com o trabalho, a academia, o supermercado, o jantar para preparar, os e-mails a responder e os telefonemas a atender, o simples fato de poder encaixar uma sessão conjugal já me parece um grande feito. Mas S. não aceitou aquilo. Na quinta manhã, anunciou que não era uma espécie de universitário idiota, que poderia agüentar um mês inteiro sem que eu gozasse. Então, voltamos para a cama e mandamos ver mais uma vez. Resultado: a única coisa que ganhei foi uma infecção na bexiga. E agora fiquei menstruada. Então, sugeri a S. que tirássemos alguns dias de folga. ‘Graças a Deus’, ele disse. ‘Eu estava mesmo precisando de um tempo."

