A conexão entre o texto de Jodorowsky aconteceu quando li esta experiência sexual onírica dele, lembrando que grande parte do trabalho de Crowley foi o tráfego com entidades astrais, considerando o controle onírico e a fórmula da reversão.
Ao ler Deus Oculto, de Keneth Grant podemos clarear melhor este entendimento:
Como Spare demonstrou, o verdadeiro Sabbath das Bruxas possuía como objetivo (e ainda
possui) a “reificação do sonho inerente”, que é outra maneira de se dizer que se tornar consciente ou realizar o sonho deve ser uma capacidade idêntica à experiência de vigília. Na terminologia de Crowley o “sonho inerente” é a Verdadeira Vontade, que é o objetivo do magista para encarnar.
O Sabbath de superstição popular é uma caricatura grotesca, quando ele não é uma paródia
deliberada do rito secreto que visava despertar a Mulher Serpente pelo uso positivo da Corrente Sexual.
O coven dos treze representa o verdadeiro cakra ou Círculo Kaula. Treze é um número lunar par excellence, o número da fêmea e suas manifestações periódicas. Isso porque o número treze foi considerado amaldiçoado pelos aderentes dos cultos solares.
Mas existe outra implicação qabalística no sentido de que 13 é 31 ao inverso, e 31 é o número do AL (Horus), de LA (Nuit) e de ShT (Seth), a soma destes três 31s constitui a Corrente 93 representada por Shaitan-Aiwaz cuja a fórmula é amor17 sob vontade.
N’O Livro da Lei uma alusão direta é feita a esta fórmula de reversão: “Está um Deus a viver em um cão?
Não! mas os altíssimos são nossos.”i
Nos primeiros Sabbaths um “deus” aparecia na forma de um grande cão; ou seja, o Grão-Mestre ou Chefe-Celebrante assumia a forma divina do típico cão do fogo estelar que era identificado no antigo Egito com Sothis e com o calor feroz dos dias de cão.
Podemos também ver o processo de reversão, o uso do feio, da besta, ao lermos A. O. Spare:
Austin Spare, um genuíno expoente destes Mistérios, diz a respeito do verdadeiro Sabbath:
A Bruxa usualmente engajada é velha, grotesca, mundana e libidinosamente inclinada, e é tão sexualmente atraente quanto um cadáver: contudo ela se torna um veículo de total consumação. Isso é necessário para a transformação da cultura estética pessoal, que é a partir daí destruída. A perversão é utilizada meramente para superar o preconceito moral ou a conformidade. Pela persistência, a mente e o desejo se tornam amorais, focalizados e tornados inteiramente receptivos, assim a força de vida do Id está livre de inibições anteriores ao controle final.
Spare similarmente acreditava que a “cultura estética pessoal como o valor tem destruído uma
afinidade mais carinhosa do que qualquer outra cnreça, mas aquele que transmita o feito tradicionalmente em outro valor etético tem novos prazeres além do medo".
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Jodorowsky, Magick e Sexo
Eu tive contato com Alejandro Jodorowsky através do livre livro Psicomagia.
Dentro das experiências oníricas descritas por Alejandro Jororwsky,uma em
particular me chamou a atenção em função de algumas particularidades,
que se coadunam com conceitos de Austin Osman Spare de se copular com os opostos; e
de e Crowley, quando se descreve união sexual no nível astral.
“Na tarde que precedeu o sonho, eu estava em um café com um exilado chileno, ao
qual eu perguntei sobre o folclore mapuche. Ele me contou, que segundo a lenda,
bruxos do Chile roubavam ciranças e as mutilavam para que, convertidos em monstros,
lhe servissem de ajudantes com o nome de IMBUNCHES.
“... um anão, cego, nu, com os pés no chão, boca em bico de pássaro, punhos como se
fossem braços, o torso arqueado e as pernas arqueadas: uma espécie de feto grande,
tão inquietante como horrível. Eu disse a mim mesmo: É um deus com o qual eu tenho
que entrar em comunicação. Se agora eu estou sonhando, então eu posso controlar meu
sonho. Decido trabalhar sobre o monstro, a fim de transformar numa divindade
positiva. E consigo. O Imbuche aquiriu estatura, feições regulares e se converte em
um ser divino, indescritível, como uma estátua viva.
Saltou de entre as camas, de frente para mim, no centro da habitação, com a boca
aberta, me encarando. Sei que devo ser inseminado por este deus. Busco dentro mim a
minha feminilidade, e por tanto, levanto as pernas. Um tubo transparente, de uns
quarenta centímetros, sai entra as pernas do deus. Decido me render sem resistência
para que ele me introduza o tubo no períneo ( entre o ânus e pênis) que é o chacra
básico Muladhara. Não tenho vagina, e não pretendo experimentar uma penetração
anal. O deus se envolve entre minhas pernas abertas e começa a introduzir-se. O seu
órgão sobe pela coluna cerebral e sinto entrar no meu cérebro. Minha consciência
estala."
Dentro das experiências oníricas descritas por Alejandro Jororwsky,uma em
particular me chamou a atenção em função de algumas particularidades,
que se coadunam com conceitos de Austin Osman Spare de se copular com os opostos; e
de e Crowley, quando se descreve união sexual no nível astral.
“Na tarde que precedeu o sonho, eu estava em um café com um exilado chileno, ao
qual eu perguntei sobre o folclore mapuche. Ele me contou, que segundo a lenda,
bruxos do Chile roubavam ciranças e as mutilavam para que, convertidos em monstros,
lhe servissem de ajudantes com o nome de IMBUNCHES.
“... um anão, cego, nu, com os pés no chão, boca em bico de pássaro, punhos como se
fossem braços, o torso arqueado e as pernas arqueadas: uma espécie de feto grande,
tão inquietante como horrível. Eu disse a mim mesmo: É um deus com o qual eu tenho
que entrar em comunicação. Se agora eu estou sonhando, então eu posso controlar meu
sonho. Decido trabalhar sobre o monstro, a fim de transformar numa divindade
positiva. E consigo. O Imbuche aquiriu estatura, feições regulares e se converte em
um ser divino, indescritível, como uma estátua viva.
Saltou de entre as camas, de frente para mim, no centro da habitação, com a boca
aberta, me encarando. Sei que devo ser inseminado por este deus. Busco dentro mim a
minha feminilidade, e por tanto, levanto as pernas. Um tubo transparente, de uns
quarenta centímetros, sai entra as pernas do deus. Decido me render sem resistência
para que ele me introduza o tubo no períneo ( entre o ânus e pênis) que é o chacra
básico Muladhara. Não tenho vagina, e não pretendo experimentar uma penetração
anal. O deus se envolve entre minhas pernas abertas e começa a introduzir-se. O seu
órgão sobe pela coluna cerebral e sinto entrar no meu cérebro. Minha consciência
estala."
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